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José Aldo e os desafios do peso galo no UFC

José Aldo estreou em categoria nova e não conseguiu segurar o russo Petr Yan, na luta pelo título dos galos no UFC 251, do último sábado (11). Com um primeiro round muito estudado, Yan aplicou três diretos de direita e abriu uma boa vantagem na luta. Nos tempos seguintes, Aldo se recuperou, aplicando bons chutes na parte interna e externa da perna do russo. Yan demonstrou superioridade nos rounds finais, com sequências intermináveis de socos, finalizando a luta no quinto round, por nocaute técnico.

O resultado pode ser explicado pelo peso. Baixar de categoria significa, também, desconcentrar da luta e focar na diminuição do peso. Todos sabem que a fome altera o humor, imaginem para quem precisa tirar de 5 a 15 quilos para competir.

Fisiologicamente, estudos indicam que a recuperação em 24 horas, sem o uso de substâncias para acelerar a recuperação, provoca uma reação mais lenta, tardia. O tempo de reação fica atrasado, isso dificulta desviar de um soco ou chute ou a recuperação da potência muscular. Atletas que cortam muito peso também cansam mais rápido. Mas o mais grave é a saúde do atleta, com restrição de água e comida, colocando seu organismo em estado de alerta.

José Aldo demonstrou que baixar para categoria mais leve também mudaria sua forma de lutar: seria, agora, o mais forte da categoria, mas não o mais rápido. Com pouca movimentação e concentrado no boxe, não conseguia se defender dos ataques velozes do russo. Com 33 anos, o desafio vai aumentando, a agilidade já não é mais a mesma e seus concorrentes sabem disso.

Nas demais disputas de cinturão, o australiano Alexander Volkanovski fez uma revanche contra o havaiano Max Holloway, pela categoria peso pena. O desafio foi muito parelho, com dois rounds para Holloway contra três de Volkanovski.

O havaiano tinha a luta nas mãos, venceu os dois primeiros rounds. Com maior envergadura, passou a não levar tão a sério o australiano, que manteve a seriedade. Com muita movimentação e bons golpes na curta distância, levou a melhor e manteve seu cinturão.

Na luta da noite, o nigeriano Kamaru Usman entrou dançando no octógono ao som de músicas típicas da África. Nessa cadência, levou o americano Jorge Masvidal, substituto de Gilbert Durinho, para bailar e venceu de forma unânime todos os rounds, mantendo o cinturão do peso meio médio.

Dana White já confirmou que Durinho será a próxima luta de Kamaru Usman. Esperamos que o brasileiro tenha uma boa estratégia, porque o nigeriano é quina de porta, não recua, só anda para a frente e pretende manter seu reinado.

As próximas edições do UFC na ilha das lutas, serão nos dias 15, 18 e 21 de julho.