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Felipão recebe convite e inicia conversas para treinar Colo-Colo

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Sem clube desde que deixou o Palmeiras em setembro de 2019, o técnico Luiz Felipe Scolari negocia com o Colo-Colo, tradicional time do Chile que disputa a Copa Libertadores deste ano.

A informação, primeiramente publicada pelo jornal chileno La Tercera, foi confirmada pela assessoria de Felipão em contato com o UOL. Após um convite, as partes iniciaram as conversas.

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Segundo o jornal La Tercera, além de Felipão, o Colo-Colo considera Gustavo Alfaro, ex-técnico do Boca Juniors, para assumir o cargo.

O time chileno procura um técnico desde a demissão de Mario Salas nesta semana. A expectativa do Colo-Colo é por uma definição rápida, já que a estreia na Libertadores está marcada para a próxima quarta-feira, contra o Jorge Wilstermann.

Os chilenos estão no Grupo C, que ainda tem as presenças do Athletico-PR e do Peñarol.

Elogio a Pinochet pode ser empecilho

Com currículo estrelado, Felipão parece consenso dentro do clube em relação ao perfil futebolístico. Mas três jornais chilenos destacaram que elogios feitos pelo treinador ao ditador Augusto Pinochet, que governou o Chile entre 1973 e 1990, balançam a opinião de dirigentes sobre a contratação.

Os veículos 'La Tercera', 'El Dínamo' e 'La Cuarta' mencionaram uma entrevista do técnico brasileiro à rádio Jovem Pan, em 1998, afirmando que Pinochet fez "muita coisa boa" no país. Segundo o 'La Tercera', ao menos três diretores consideram "inconveniente" a contratação.

Ángel Maulén, diretor da Blanco y Negro S.A., sociedade que administra o clube sob sistema de concessão, declarou à publicação que a presença de Scolari pode inflamar ainda mais torcedores diante do atual contexto político e social que vive o país, palco de protestos desde o ano passado.

Em 1998, enquanto treinador do Palmeiras, Felipão elogiou o ditador chileno em entrevista à rádio Jovem Pan. "Pinochet fez muita coisa boa também", disse ele.

"Ajeitou muitas coisas lá (no Chile). O pessoal estava meio desajeitado. Ele pode ter feito uma ou outra retaliaçãozinha aqui e ali, mas fez muito mais do que não fez", continuou.

Sobre casos de tortura e morte que ocorrem no período da ditadura chilena, ele disse que "há determinados momentos que ou o pessoal se ajeita ou a anarquia toma conta."