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Cruzeiro descarta teto salarial, mas diretor diz: "temos prudência"

A alteração na diretoria do Cruzeiro — saída do Núcleo Dirigente Transitório para a entrada do presidente Sérgio Santos Rodrigues — deve mudar um padrão estabelecido no departamento de futebol no mercado da bola. Não haverá teto salarial na atual gestão, mas será mantida a responsabilidade financeira na política de pagamentos.

Os antigos gestores impuseram um teto salarial de R$ 200 mil por mês aos jogadores, o que culminou na redução da folha de R$ 15 milhões para R$ 3 milhões mensais. Somente um jogador do grupo recebe remuneração superior ao montante decidido anteriormente: o atacante Marcelo Moreno. No entanto, os seus vencimentos são pagos com a ajuda de um patrocinador.

Perguntado sobre a manutenção do limite imposto pela antiga gestão, o diretor de futebol Ricardo Drubscky descarta a sequência, mas reforça o trabalho com prudência nas finanças.

"Não tem nada de teto salarial, mas tem prudência. Não precisa ser teto, porque dá a impressão de que foi definido ali e acabou. A gente tem limites sérios financeiros que não pode ultrapassar. Vamos fazer o que podemos apenas", comentou ao UOL Esporte.

Sobre a questão financeira em meio à pandemia do novo coronavírus, Drubscky é cauteloso e repassa a indagação ao novo mandatário do clube, Sérgio Santos Rodrigues.

"A questão financeira está entregue ao presidente e à sua equipe. Eu fico informado de muita coisa, mas não me sinto confortável para falar algo que não compete a mim", concluiu.