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Bandeira pede volta do futebol atrelada à ciência e exalta J. Jesus

Ex-presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello defendeu o retorno do futebol mediante autorização das autoridades de saúde pública. Convidado do Fox Sports Rádio de hoje, o ex-dirigente evitou julgar a postura do Rubro-Negro durante a pandemia de coronavírus e disse estar ao lado da ciência.

O Flamengo voltou às atividades antes da liberação tanto da Prefeitura do Rio de Janeiro quanto do Governo do Estado. Além disso, o clube - assim como o Vasco - é favorável ao retorno do Campeonato Carioca.

"Vou estar sempre ao lado da ciência. Se nós tivemos aval pleno das autoridades sanitárias para que o futebol volte, não tenho nada contra. Enquanto houver alguma dúvida, nós temos que ser prudentes e fazer sacrifícios em benefício da população como um todo", disse Bandeira.

"Se o Flamengo agiu de acordo com o que estava permitido e recomendado pelas autoridades de saúde pública, ele agiu certo. Se ele desobedeceu alguma recomendação, ele se precipitou e agiu errado. (...) No caso do Flamengo, quanto ao planejamento, não vejo problema nenhum. Agora, se houve alguma precipitação na volta aos treinos, eu acho que não foi correto", seguiu.

O ex-presidente ainda afirmou que as recomendações tanto da UFRJ quanto da Fiocruz devem ser respeitadas. Ambas as entidades criticam a reabertura carioca.

"Se eles estão dizendo que a medida é precipitada, então vou ficar sempre do lado deles. Isso não vale só para futebol não, vale para qualquer atividade econômica. Nessa hora, a gente sempre tem que estar do lado de quem entende, e quem entende de saúde pública é a Fiocruz, a UFRJ. Talvez seja o caso de ter um pouco mais de paciência. Estou morrendo de vontade de ver o Flamengo jogar, mas, em primeiro lugar, está o direito de todo mundo", opinou.

Sucesso de J. Jesus e expulsão do Fla

Para Bandeira de Mello, Jorge Jesus revolucionou tanto o Flamengo quanto o futebol brasileiro. Questionado sobre o sucesso rubro-negro sob o comando do Mister, o ex-presidente exaltou o português, que renovou até junho de 2021.

"Eu acho que o que o Jorge Jesus fez ano passado foi uma revolução no futebol do Flamengo e no futebol brasileiro. Eu acho que o Flamengo e o futebol brasileiro não serão os mesmos depois da passagem do Jorge Jesus, que eu espero que seja longa", disse.

Já sobre a possibilidade de ser expulso do quadro social do Flamengo após afirmar que, caso ainda fosse presidente, a tragédia do Ninho do Urubu não teria ocorrido, Bandeira afirmou estar tranquilo:

"O que eu falei, e provei, foi que os meninos já estavam no CT novo em dezembro, quando eu estava lá. Então, pelo nosso planejamento, eles não estariam mais ocupando aquele alojamento. Não acusei ninguém. Não falei que o incêndio aconteceu por culpa de alguém. Eu simplesmente relatei um fato que está documentado. Não acho que tenha havido motivo para ninguém se ofender nem se sentir acusado", disse o ex-presidente

"Quanto ao processo, acho que é um direito. Estou absolutamente tranquilo em relação a isso. (...) Torcedor do Flamengo, eu serei sempre. Nunca ninguém vai me expulsar", completou.