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2 a 2 no Espanhol | Julio Gomes: Tropeço do Barça praticamente define título do Real

2 a 2 no Espanhol | Julio Gomes: Tropeço do Barça praticamente define título do Real

Apesar de ter perdido o superclássico em março, logo antes da parada do futebol, o Barcelona ainda passou todos esses meses sem jogos na liderança do Campeonato Espanhol, com dois pontos a mais do que o Real Madrid. Foram meses tumultuados extra-campo, com muitos problemas relacionados à diretoria.

Mas, com Messi e com a volta de Suárez, o Barça tinha a faca e o queijo na mão para ganhar a Liga espanhola mais uma vez. Pois é. Tinha. Com o empate por 2 a 2 com o Atlético de Madrid, nesta terça, o Barcelona tropeçou pela terceira vez após o retorno do futebol. São três vitórias e três empates.

O Real Madrid, por outro lado, fez sua parte e ganhou todos os cinco jogos que disputou. Se vencer também o Getafe, quinta-feira, o Real abrirá quatro pontos na liderança e ainda tem a vantagem de poder acabar empatado com o Barcelona na tabela para ficar com o título. Ou seja, Messi e companhia teriam de tirar cinco pontos nas cinco rodadas finais para retomar a ponta.

Falando o português claro? Já era.

Apesar de, neste exato momento, a diferença entre os dois gigantes ser de só um ponto, digo que o título do Real Madrid está praticamente definido. Está no papo.

Pode-se contestar o jogo do Real Madrid, algumas decisões polêmicas dos VARs, a ausência de caras do tamanho do clube jogando com a camisa branca. Mas o fato é que Zidane, subestimado por muitos (inclusive por mim), sabe o que faz. Tem os jogadores na mão, é respeitado por 100% das pessoas dentro do Real Madrid, suas decisões não são contestadas. Conseguiu, sem ter um 11 titular fixo, se colocar em posição de ganhar mais um Espanhol.

Já o Barcelona tem muitas bruxas a caçar. Como um clube desperdiça tantos campeonatos e chances tendo Messi em campo? O cara meteu hoje simplesmente seu gol número 700! É um ET.

Mas a quantidade de erros administrativos e gerenciais é realmente impressionante, e o campo vem refletindo tudo isso nos últimos cinco anos. Não basta ter o melhor, é preciso fazer as coisas direito. O Barcelona não faz.