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Netflix é boicotada por disponibilizar novo filme de Porta do Fundos

Netflix é boicotada por disponibilizar novo filme de Porta do Fundos

O novo especial de Natal do Porta dos Fundos para a Netflix, intitulado ‘A Primeira Tentação de Cristo‘, já está disponível na plataforma de streaming, mas não tem sido recebido com bons olhos por uma grande parcela do público.

Cristãos estão promovendo um boicote ao serviço, devido ao conteúdo polêmico e deturpador produzido pelo grupo de comediantes. A produção está sendo acusada de ferir a liberdade religiosa em prol da liberdade cômica, ofendendo grupos que professam a fé cristã.

O especial incita uma relação amorosa entre Jesus e Satanás e ainda sugere que Cristo, Maria e José formariam um triângulo amoroso.

Em repúdio ao programa, o ator espírita Carlos Vereza verbalizou sua ira ao grupo, por meio de suas redes sociais. Em uma publicação, ele foi categórico:

“Vocês são safos, descolados, sub imitação dos filmes trash-refuse-pornô, supostos pós-modernos num país em eterno subdesenvolvimento. Idiotas pretensiosos, estafetas da Nova Ordem Mundial, que têm como pauta, desde a Escola de Frankfurt, a desconstrução da família e da religião. Nada de novo no front: fazer paródia de Jesus gay e de esquerda, talvez para sublimar desejos e inclinações mal resolvidas”.

Em uma entrevista ao portal Pleno News, o pastor sênior da Igreja Cristã da Aliança, em Niterói (RJ), Renato Vargens, afirmou que o Porta dos Fundos é contraditório em seu discurso de tolerância, alegando que este é válido apenas em contextos que lhes convém:

“O grupo composto por esquerdistas adora falar em tolerância, contudo, são os primeiros a destilarem ódio e zombaria para com os cristãos. Senão bastasse isso, essa companhia de humor tem cometido repetidamente crime de vilipêndio a fé, previsto no Artigo 208 do código penal. Portanto, diante o desrespeito para com a religião alheia, espero que o Ministério Público se posicione contra esses senhores. Digo mais, o que esse grupo de comediantes fez e faz, nunca foi e jamais será liberdade de expressão. Antes pelo contrário, isso é crime e precisa ser punido com o rigor da lei”.

Além dele, o vice-presidente da União dos Juristas Católicos de São Paulo (UJUCASP), o advogado Paulo Henrique Cremoneze alegou que a abordagem ofensiva do grupo em seus especiais natalinos configurariam abuso e atos blasfemos à liberdade religiosa.

O jurista afirma que a prerrogativa de “liberdade de expressão” não é sinônimo de fazer ofensas debochadas e moralmente condenáveis de forma deliberada. Ao Pleno News, Cremoneze ainda estimula os cristãos a se posicionarem em formato de boicote:

“Uma garantia constitucional não pode jamais ferir outra. A atitude do Porta dos Fundos fere a liberdade religiosa e deforma profundamente o autêntico conceito de arte. Os cristãos de todas as confissões devem se unir em defesa dos valores fundamentais da fé e expor seu veemente repúdio ao filme, ao Porta dos Fundos e a própria Netflix”.

Confira o trailer: