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Gisela Rao | Não espalhe o 'coroa vírus' no Carnaval

Gisela Rao | Não espalhe o 'coroa vírus' no Carnaval

Foto: www.FreePik.com – drobotdean

Passei vergonha nesta semana. Postei uma matéria sobre um sujeito que vive há anos em uma caverna, com wifi e tudo, e escrevi: "Invejinha branca". Não demorou um minuto para receber um whats de uma amiga dizendo que o termo era racista e que isso não combinava comigo. Mano, gelei! Jamais poderia imaginar e apaguei correndo. E esse é o perigo: o de nem imaginar.

Pois é, não paramos para imaginar como as consequências podem afetar as pessoas – e é aí que vou chegar no Carnaval. Ontem vi um post no Instagram com o texto: "Se você tem dor nos joelhos, não consegue mais ler mais de perto e está faltando memória, você tem o 'Coroa Vírus'". Achei engraçado e já ia passar pra frente, mas lembrei do post da invejinha que eu mesma havia feito e refleti como um texto desses ocupa o lado ruim da força – e como a ficha não cai na hora. Primeiro porque brincar com o coronavírus, que está causando tanto sofrimento, não tem graça nenhuma. Depois porque post sobre os maduros sempre é tirando sarro ou depreciando.

Caceta, somos bem mais que dores e memória traiçoeira. Então para que espalhar isso?

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No mesmo dia, ouvi a Maju Coutinho, da TV Globo, recomendar aos foliões que evitem fantasias racistas, se vestir de mulher (no caso dos homens) e coisas do tipo porque isso fere a dignidade de muitas pessoas. Tenho então umas ideias aqui. Você pode se vestir de:

Tamos juntas?

#EnvelhecerSemPhotoshop

#EnvelhecerSemVergonha

#VigilantesDaAutoEstima

Insta: @giselarao – [email protected]