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Diz ter virado 'estatística' | Jovem relata homofobia em bar no Carnaval de SP: 'Tapa na cara e pauladas'

Diz ter virado 'estatística' | Jovem relata homofobia em bar no Carnaval de SP: 'Tapa na cara e pauladas'

Um radialista relatou, nas redes sociais, ter sido vítima de homofobia enquanto pulava Carnaval no bloco Sai Hétero, na última segunda-feira (24), na região central de São Paulo.

Felipe David da Silva, de 29 anos, disse que "virou estatística" após ter sido agredido a pauladas em um bar na região da rua Augusta e publicou um vídeo em que aparece sendo medicado em um hospital e com ataduras na cabeça.

"Infelizmente estou aqui porque eu virei estatística. Acabei de levar duas pauladas na cabeça dentro de um estabelecimento, um bar em que estávamos eu, minha irmã e alguns amigos", começou. "A gente pediu para usar o banheiro, o proprietário não deixou, eu perguntei por quê e recebi um tapa na cara, duas porretadas de uma marreta gigante, sei lá, um pedaço de pau".

Felipe contou que a irmã, Heloísa, também teria sido agredida no braço ao tentar defendê-lo.

Segundo o radialista, tudo teria ocorrido no estabelecimento que fica na rua Martins Fontes, 390. "Não vão para este lugar", alertou Felipe, nas redes sociais.

À reportagem, Felipe afirmou, na tarde de hoje, que que precisou levar oito pontos na cabeça e teve o braço luxado, assim como sua irmã. Ele recebeu atendimento emergencial em um posto de saúde próximo ao local das agressões e, na sequência, foi socorrido no Hospital São Camilo, na Pompeia.

Ele registrou boletim de ocorrência por lesão corporal e passou por exame de corpo de delito, também na tarde de hoje.

O UOL tentou contato com o local e não teve resposta.

Testemunha

Uma testemunha que preferiu não se identificar disse que chegou ao bar logo depois das agressões e encontrou Felipe ensanguentado, com um corte na nuca e "quase desmaiando".

"Eu estava no local comprando um café e, diante dessa situação, por ser enfermeiro, ajudei a socorrer", contou. "A irmã estava desesperada e ele já estava machucado, mas demoramos para ver o sangue. Quando ele tirou a camiseta e vi os hematomas e os arranhões, falei 'vamos para o hospital'".

A testemunha disse que foi difícil conseguir socorro para a vítima, já que um bloco de rua passava pela região e dificultava a chegada de uma ambulância.

Ele afirmou, ainda, que é cliente do estabelecimento há alguns anos e já presenciou outras situações de homofobia no local.