Educação

Escolas não devem suspender as aulas por causa do coronavírus

Escolas não devem suspender as aulas por causa do coronavírus

Em uma escola de educação infantil de São Paulo uma mãe exigiu que a escola suspendesse as aulas, com a recusa, ela tirou a criança do colégio. Nos grupos de mães no Whatsapp muito se questiona sobre a necessidade dos filhos irem às  aulas por conta da doença Covid-19. A verdade é que neste momento não há motivos, segundo o Ministério da Saúde, para pânico.

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Para o ministro Luiz Henrique Mandetta, a "o Brasil segue funcionando" e destaca que não há motivos para a suspensão das aulas neste momento.

Ao criticar a decisão do governo do Distrito Federal, que suspendeu as aulas, Mandetta declarou: "Você suspende as aulas, os pais trabalham, as crianças vão ficar com quem? Com o avós. Quem é o maior grupo de risco? Os idosos."

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A Secretaria de Estado da Educação de São Paulo, a Undime-SP (União Municipal dos Dirigentes de Educação), Secretaria Municipal de Educação e o CEE-SP (Conselho Estadual de Educação) reforçam a orientação para que todas as escolas das redes públicas dos Sistemas de Ensino do Estado e Município de São Paulo sigam as recomendações dos órgãos oficiais de saúde para a prevenção da transmissão do coronavírus.

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As entidades seguem as orientações da portaria nº 356 do Ministério da Saúde, publicada na última quinta-feira (12) que estabelece as medidas de enfrentamento do novo coronavírus em todo país.

Em nota conjunta, as secretarias informam que "qualquer eventual medida sobre suspensão de aulas será tomada sob a orientação da Secretaria de Saúde do Estado, com a qual é mantida interlocução permanente".

O Sieeesp (Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado de São Paulo),  entidade que representa  as escolas particulares, tem reforçado a necessidade de que as instituições de ensino informem suas comunidades e famílias de alunos sobre as medidas de prevenção preconizadas pelo Ministério da Saúde e órgãos oficiais, em relação ao enfrentamento do novo coronavírus.

Para o diretor executivo da Abepar (Associação Brasileira das Escolas Particulares), Roberto Prado, "as escolas devem seguir as orientações do Ministério da Saúde e da OMS (Organização Mundial de Saúde) e no momento a orientação é de manter as aulas."

Ele também destaca que não há um protocolo ou orientação específica para os casos em que um aluno é diagnosticado com a doença Covid-19. "Neste caso, cada escola deve definir qual a melhor estratégia", avalia.

A estudante do colégio Bandeirantes que contraiu a doença na Itália não frequentou o colégio e as aulas não foram suspensas. No caso do Vera Cruz, as aulas foram suspensas por dois dias para a higienização adequada das salas.