Educação

Desconstruindo mitos: o que sobrou dos "consensos" sobre educação

Desconstruindo mitos: o que sobrou dos

Este post conclui a série baseada no Estudo “Para desatar os nós da educação – uma nova agenda”. O que fizemos, ao longo da série, foi desconstruir mitos sobre o que faz a educação funcionar.

Analisamos, com base em evidências, quase duas dezenas de mitos. A maioria do que o “establishment” educacional acredita – e isso inclui profissionais da educação, especialistas, parte significativa da comunidade acadêmica e da imprensa – não é validado pela evidência científica, nem pela evidência empírica, ou seja, pelos dados de nossa realidade.

É claro que essa situação gera desconforto – os psicólogos têm um nome para isso, “dissonância cognitiva”. O caso clássico foi um grupo que se reuniu para esperar o fim do mundo, que não aconteceu. Como conciliar crença com realidade?

Este é o desafio do leitor que acredita nesses mitos. A ciência existe para isso – testar hipóteses, teorias, e buscar explicações cada vez mais adequadas para os fenômenos.

Sabemos algo sobre educação. Se olharmos pelo mundo afora, veremos que as diferentes gerações estudaram e aprenderam e aprendem cada vez mais nas escolas (e também fora delas).

Em geral, a forma da escola não mudou muito. Apesar das promessas, as “tecnologias” ainda não tiveram grande impacto nos modos de aprender e ensinar. Mas, ainda assim, evoluímos muito.

A quantidade de pessoas que entra e sai das escolas mudou de perfil – e hoje os países desenvolvidos conseguem que pelo menos metade de seus jovens atinja entre os níveis III e IV nos testes do PISA.

Ainda estamos longe de uma civilização “letrada”, mas caminhamos bastante. E, em parte, isso se deve a avanços na ciência da educação, no uso de evidências sobre como a escola e seu entorno devem funcionar.

A educação no Brasil poderá avançar muito se, em vez de políticas baseadas em crenças ou “consensos”, passarmos a adotar políticas efetivamente baseadas em evidências científicas.