Economia

Preços do petróleo disparam após ataque a refinarias na Arábia Saudita

Preços do petróleo disparam após ataque a refinarias na Arábia Saudita

Os preços do petróleo registram altas acentuadas nas bolsas de valores de todo o mundo nesta segunda-feira 16, como consequência do ataque às instalações da estatal Saudi Aramco, a maior companhia processamento do óleo no mundo, ocorrida na Arábia Saudita no último sábado. Segundo informações da BBC, o setor atingiu o pico mais alto em quatro meses na abertura dos mercados.

No início das negociações desta segunda-feira, o índice de petróleo futuro Brent subiu 19%, para 71,95 dólares por barril, enquanto o outro grande marco, o West Texas Intermediate, subiu 15%, para 63,34 dólares. A expectativa é que a alta se acentue, afetando o preço de combustíveis e outros derivados em todo o mundo.

Por conta do ataque, a Arábia Saudita anunciou a suspensão temporária da produção diária de 5,7 milhões de barris – perto da metade da produção do reino. Trata-se do equivalente a 6% do abastecimento mundial e mais que o dobro de toda a produção brasileira, que gira em torno de 2,7 milhões de barris ao dia. O restabelecimento pleno dos trabalhos da estatal saudita pode levar semanas.

Especialistas consideram que o bloqueio da produção saudita pode gerar impactos comparáveis ou piores do que os causados por outras interrupções históricas de fornecimento.

“Quando as forças iraquianas de Saddam Hussein invadiram o Kuwait em 1990, retirando sua produção do mercado e colocando em risco a enorme produção de petróleo da Arábia Saudita, os preços mais que dobraram em dois meses. No entanto, o ataque de sábado pode ser mais significativo do que isso”, escreveu Spencer Jakab, editor do americano The Wall Street Journal.

Apoiados pelo Irã e há cinco anos em confronto com a coalizão militar liderada pelos sauditas, os rebeldes huthis xiitas, do Iêmen, assumiram a autoria dos ataques, realizados com drones contra instalações da gigante estatal Aramco. Diversos incêndios foram registrados, mas sem vítimas.