Economia

Morre Lázaro Brandão, ex-presidente do conselho do Bradesco

Morre Lázaro Brandão, ex-presidente do conselho do Bradesco

Morreu nesta quarta-feira, 16, aos 93 anos, o ex-presidente do conselho do Bradesco, Lázaro Brandão. O banqueiro estava internado no Hospital Edmundo Vasconcelos, em São Paulo, após passar por uma cirurgia. A causa da morte não foi confirmada oficialmente.

Brandão renunciou ao cargo de presidente do banco em outubro de 2017. Ele estava na presidência do conselho de administração desde fevereiro de 1990. De janeiro de 1989 a março de 1999, foi presidente da diretoria.

Brandão iniciou sua carreira em 1942 na Casa Bancária Almeida & Cia., que se transformou em Banco Brasileiro de Descontos S.A., atual Banco Bradesco S.A., em 1943. Dentro da instituição, ele passou por todos os escalões da carreira bancária – seu primeiro cargo foi de escriturário.

Após sua renúncia ao cargo no conselho do Bradesco, o banco nomeou Luiz Carlos Trabuco Cappi, até então vice-presidente, como novo presidente. 

Brandão nasceu em 15 de junho de 1926 em Itápolis, São Paulo. Aos 16 anos, seu sonho era trabalhar no Banco do Brasil – chegou a fazer um cursinho para se preparar para o concurso do BB. Ele aceitou a sugestão de um parente e foi trabalhar na Casa Bancária Almeida, instituição fundada em Marília que deu origem ao Bradesco. Entrou em 1942 como escriturário.

Foi nomeado diretor em 1963. Em 1977, alcançou o posto de vice-presidente. O cargo de diretor-presidente chegou em 1981. Assumiu a presidência do conselho de administração em 1990, após o afastamento do fundador Amador Aguiar – que morreu em 1991.

Brandão assumiu os dois cargos até 1999, quando Márcio Cypriano assumiu a presidência executiva do banco. Cypriano foi substituído em 2009 por Trabuco, que agora sucederá Brandão.

Em 2016, ao completar 90 anos, ele disse que aposentar-se era uma necessidade iminente, mas um desejo longínquo.

Sob a administração de Brandão, o Bradesco implementou uma hierarquia rígida, de rotina pouquíssimo flexível. O comportamento de Brandão virou o padrão a ser seguido no banco: chega-se cedo e fica-se até a noite.