Economia

Mercado financeiro reduz previsão do PIB pela quarta vez consecutiva

Mercado financeiro reduz previsão do PIB pela quarta vez consecutiva

Pela quarta semana consecutiva, analistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central reduziram a previsão de crescimento da economia brasileira este ano. Segundo projeções compiladas pelo Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira, 25, o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2019 deve ser de 2%.

Em uma semana marcada pela quebra da expectativa dos investidores sobre a aprovação da reforma da Previdência, graças a ruídos entre o presidente da república, Jair Bolsonaro e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, o recuo das previsões de  crescimento da economia foi ligeiro, de 0,01%, mas mostra a tendência de expectativa de crescimento mais lento pelo mercado.

Neste ano, os economistas ouvidos pelo BC já chegaram a prever o PIB em 2,57%, na segunda semana do governo Jair Bolsonaro. No fim do ano passado, a expectativa para o crescimento da economia em 2019 era de 2,55%.

Os economistas também baixaram a previsão do PIB para 2020: de 2,80% para 2,78%.

O PIB é a soma de todos os produtos e serviços produzidos no Brasil em um ano e mede o valor da economia. Em 2018, o crescimento foi de 1,1%, mesmo patamar de 2017.

Os outros indicadores que compõem o Boletim Focus ficaram estáveis na semana de acordo com as projeções do mercado. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA) teve a previsão mantida em 3,89% e segue abaixo da meta de inflação estipulada pelo governo mas dentro da margem de segurança.

Para este ano, a meta definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) é de 4,25%. O intervalo de tolerância é entre 2,75% e 5,75%, 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

A Selic, taxa básica de juros da economia, foi mantida em 6,5% para o final deste ano, menor patamar da história. Na semana passada, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve pela oitava vez consecutiva a taxa em 6,5%.

O dólar comercial também ficou estável e deve terminar o ano vendido a 3,70 reais.