Economia

Fiocruz divulgou texto contra reforma da Previdência e Planalto não gostou

Fiocruz divulgou texto contra reforma da Previdência e Planalto não gostou

A Fundação Oswaldo Cruz, a Fiocruz, voltou ao centro de uma polêmica. E dessa vez não tem relação com estudos sobre drogas, vetados pelo ministro Osmar Terra.

Duas pesquisadoras do Centro de Estudos Estratégicos da Fiocruz, instituição que é subordinada ao Ministério da Saúde, produziram  texto criticando o modelo de capitalização e classificam a PEC do governo de “absolutamente ultrapassada e inadequada” a realidade.

O texto circula com o logotipo da Fiocruz e sua ligação com o Ministério da Saúde. A divulgação irritou o Planalto e o Ministério da Economia e a queixa já chegou ao ministro da Saúde, Henrique Mandetta.

“Pretendem que os trabalhadores mais pobres, majoritariamente os que ganham até dois salários mínimos, sejam prejudicados em seus direitos para obrigá-los a contribuir com 83% dos recursos que serão repassados às instituições financeiras a título de custos da transição. Serão R$807
bi dos beneficiários do INSS, 34 bilhões do BPC, 169 bilhões do Abono Salarial, enquanto servidores contribuirão com 224 bilhões e militares com 120 bilhões! E ainda pretendem defender que esta é uma reforma justa” – diz o texto da Fiocruz, assinado pelas pesquisadoras Sônia Fleury e Virginia Fava.