Economia

Em plena pandemia, INSS sofre apagão nacional na perícia médica

Em plena pandemia, INSS sofre apagão nacional na perícia médica

Uma bomba explodiu nesta semana no colo do presidente do INSS, Leonardo Rolim. Na esteira da guerra que virou a discussão da reabertura das agências da Previdência na pandemia, a secretária nacional de Perícia Médica, Karina Braido, pediu demissão junto com os 120 coordenadores e chefes regionais da perícia espalhados pelo país. Na prática, o sistema de perícia médica, vinculado ao Ministério da Economia e que presta serviço ao INSS, sofreu um apagão inédito no país.

O presidente do INSS estipulou nesta semana a data de 24 de agosto para a reabertura das agências. Os servidores alegam que o órgão não adotou as medidas se segurança para reabrir as agências, o que inviabiliza o trabalho.

A pressão, segundo integrantes do órgão, decorre do fato de o presidente do INSS ter contratado, em plena pandemia — com agências fechadas –, milhares de servidores aposentados para atuar nas agências. Esses contratados já geram custos para o órgão, mas não podem trabalhar sem que as agências reabram.

“O problema é que, como aposentados, os novos servidores também são do grupo de risco, uma equação que não fecha. O presidente do INSS está desesperado com isso porque o TCU está monitorando esse negócio”, diz um servidor do órgão que acompanha a guerra com os peritos.

As perícias são necessárias para permitir que trabalhadores recebam auxílio, retornem ao trabalho ou consigam a aposentadoria.