Economia

Claro se prepara para entrar no sistema financeiro

Claro se prepara para entrar no sistema financeiro

Na onda do open banking e do lançamento do PIX, o sistema de pagamento digital do Banco Central, diversas empresas de telecomunicações estão criando seus próprios produtos financeiros. Fontes envolvidas neste mercado comunicaram à VEJA que a Claro está se preparando para lançar em novembro ou dezembro uma nova empresa do grupo que oferecerá produtos financeiros. Hoje a Claro já oferece produtos de recarga de crédito de celular, mas a ideia é ampliar a oferta de crédito e criar um sistema de pagamento ao estilo do PicPay. “Inicialmente será para venda de produtos de telecomunicação da empresa e de parceiros, mas depois isso poderá ser aberto a outros produtos”, diz um colaborador sob condição de anonimato.

Além disso, com a própria empresa de serviços de pagamento, a Claro poderá reduzir os custos e porcentagens que são direcionados por operação aos intermediários terceirizados, os chamados gateways de pagamento. A Fintech terá como público alvo clientes da base da Claro que não conseguem ter contas em banco por não possuírem renda fixa ou comprovante de residência. Hoje esses clientes já estão ligados à empresa por meio de linhas telefônicas e serviços de recarga de celular.

No ano passado, a Claro fez uma tentativa de desenvolver uma plataforma de empréstimos de até 10 mil reais por meio de uma parceria com o banco Inbursa S.A. . O aplicativo de nome Claro SmartCred, no entanto, não teria decolado por causa de dificuldades nas regras do Banco Central.

A nova tentativa pretende surfar na Agenda BC#, que segue no caminho de digitalizar e democratizar o mercado financeiro. Esse movimento vai ao encontro da ampliação de negócios da empresa de telecomunicações Vivo, que entre os novos produtos acaba de lançar a Vivo Money. Uma parceria entre a Vivo e a Ibi Promotora de Vendas Ltda, correspondente bancária do Banco Digio S.A., o produto criado oferece empréstimos de até 30 mil reais. Em fase de implementação, a plataforma está aberta apenas para clientes cadastrados e habilitou uma lista de espera. “As oportunidades são várias, em várias vertentes da economia, tanto pessoa física quanto das pequenas e grandes empresas”, disse Christian Gebara, CEO da Vivo, em conferência digital promovida esse mês pela consultoria de negócios e TI Everis.