Economia

Cabo Daciolo tenta refundar o partido de Enéas para disputa de 2022

Cabo Daciolo tenta refundar o partido de Enéas para disputa de 2022

O ex-deputado federal e ex-bombeiro Cabo Daciolo comandou neste sábado, 7, a convenção nacional de refundação do seu novo partido, o Prona (Partido da Restauração da Ordem Nacional). Antes, ele estava filiado ao Patriotas.  Segundo o ex-presidenciável, a ideia é começar agora a coleta de assinaturas para reerguer até as próximas eleições presidenciais, em 2022, a sigla criada pelo ex-deputado Enéas Carneiro.

“Eu profetizo: serei presidente da República com 51% dos votos”, disse Daciolo para uma pequena plateia com aproximadamente 50 pessoas. A declaração fez parte do discurso feito pelo cabo no púlpito da Igreja da Unificação Mundial do Cristianismo, na Zona Sul de São Paulo, onde ocorreu a convenção do novo Prona.

O lugar foi enfeitado com faixas que traziam a frase “Nós temos fé no Brasil. Daciolo 56”, estátuas e banners com a imagem de Enéas, que morreu de câncer em 2007.

Por causa da união feita com o Partido da República (PR) em 2006, o novo Prona terá que passar por todos os procedimentos previstos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para criar a nova sigla, assim como o Aliança pelo Brasil lançado pelo presidente Jair Bolsonaro.

A iniciativa de Daciolo não é a única. Conforme informações do TSE, um outro grupo do Rio de Janeiro também tenta se registrar com o mesmo.  Ele, no entanto, tem o apoio de Havanir Nimitz, ex-deputada e braço direito de Enéas.

Durante o evento, cabo se referia a todo tempo na terceira pessoa. “O Prona atende a tudo que o Daciolo pensa. Getúlio (Vargas) e Enéas são as grandes inspirações da minha vida”. Também fez críticas ao presidente. “A maçonaria comanda tudo e o alicerce desse governo é a maçonaria. O general Mourão, que é grão mestre, está louco para sentar na cadeira do Bolsonaro. Tem também o Paulo Guedes. O Bolsonaro está cercado de inimigos”.

Questionado sobre o nacionalismo exagerado e a associação à esquerda por defender a volta do controle estatal sobre empresas que foram privatizadas, Daciolo rejeitou rótulo. “Esse papo de esquerda e direita é uma grande mentira. Querem dividir para conquistar. São amiguinhos. Como se transforma isso Daciolo? Da forma sobrenatural, a forma de Deus”, disse ele.